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Em tempos de greve de motoristas de ônibus coloquei em prática a minha solidariedade. Hoje de manhã, a caminho da escola de Mateus, passamos por uma parada de ônibus lotada. Como só estávamos eu e Mateus no carro parei e perguntei se alguém queria uma carona. Depois de explicar para onde íamos e qual o percurso que faríamos, uma mulher entrou no carro e foi de carona com a gente até o seu destino. No caminho fomos conversando sobre a greve e o quanto a população é prejudicada com 100% dos ônibus fora de circulação. Quando a mulher desceu Mateus falou:

- Coitada dessa moça né, mamãe?! Se a gente não desse carona ela ia ficar esperando um tempão na parada, talvez até chegasse atrasada no trabalho. Que bom que a gente ajudou. E nem gastamos mais gasolina porque já era nosso caminho, né?! Se todo mundo que tá com o carro vazio desse uma caroninha já ajudava muito.

Fiquei muito feliz com os comentários de Mateus, pois sem perceber acabei ensinando meu filho que devemos ser solidários, generosos, e que se cada um fizer um pouquinho tudo pode ser melhor. Talvez com um discurso bonito ou um sermão eu não tivesse conseguido ensinar nada disso. Hoje ficou muito claro que, de fato, um exemplo vale mais que mil palavras.

Eu achava que Ícaro seria um menino feliz futebolísticamente falando pelo fato de eu e Wilder não sermos fãs do “esporte nacional” e nem termos times de coração. Torcemos pelo Brasil a cada quatro anos e só. Feliz pois ele torceria pelo time que ele escolheria pelos motivos que dessem na cabeça dele. Me enganei!

Meu pai, carioca, é botafoguense doente. Ele não deixa de usar a camisa se o time perder. Tudo é motivo para o incentivo à equipe. Só para vocês entenderem, ele é daqueles que buzina para outro carro que tem o adesivo da estrela solitária colado na lataria. “Se é botafoguense é gente boa!”. Um raciocínio, no mínimo, interessante.

Dai que estávamos eu e Ícaro assistindo ao show do Queen no Rock in Rio 1985: multidão ensandecida e Fred Mercury entra no palco ao som das batidas clássicas de “We will rock you” sem camisa, calça branca colada, ostentando a bandeira da Inglaterra nas costas. Como uma capa.

Essa cena chamou muito a atenção de Ícaro. Mais ainda quando ele se vira e revela que no verso da bandeira britânica está a bandeira do Brasil (sil sil). Com um fascínio enorme na fala ele dispara: “Mamãe, é a bandeira do Botafogo”!. Ou seja, meu pai soube passar bem para ele o conceito de “nação”.

O clipe:

  Estamos nos preparativos para mais uma viagem. Mais curta, apenas quatro dias longe de casa. Porém um detalhe fará toda a diferença: meus pais vão também. O que significa que, pela primeira vez, não terei minha mãe para dar suporte por aqui. Então, além de resolver os detalhes da viagem, estou organizando tudo para garantir que os meninos fiquem bem. (Mãe tem o grave e incorrigível defeito de achar que os filhos só ficam bem perto da mãe).

Elaborei um cardápio para o período e vou cozinhar para que eles façam as refeições com o temperinho da mãe. Fiz um quadro com o cardápio dia a dia para que a minha secretária cumpra, além de deixar fixado na geladeira remédios, indicações e dosagens e telefones úteis em caso de necessidade.

É ótimo viajar, amo! Mas essa parte de ficar longe das crianças mexe comigo.

Mãe tem que pensar em tudo!

 

Dia das Mães

Pensei em mil coisas para escrever nesse post do Dia das Mães. Eu poderia falar sobre a minha realização em ser mãe. Poderia falar das alegrias, das angústias, das dúvidas que surgem a cada dia no exercício da maternidade. Eu poderia falar das noites em claro, das vitórias, das lágrimas, dos sorrisos, … Eu poderia tentar explicar porque a maternidade é simples e complexa na mesma proporção. Ou então, eu poderia até tentar explicar o tão propagado amor incondicional, o amor de mãe. Mas não. Tem coisas na vida que não dá para explicar. Tem coisas que nenhuma palavra descreve. A maternidade é assim: só sabe o que é ser mãe quem é!

Portanto, neste post eu quero apenas agradecer por ter a oportunidade de experimentar a maternidade, com todos os ônus e os bônus. Eu quero agradecer por poder fazer parte desse mundo cheio de magia, de emoções, de aprendizado. Eu quero agradecer por ter o privilégio de ter em mim o amor de mãe, o amor maior, o amor incondicional, aquele que, por mais que eu tente, não consigo explicar!

Um feliz dia para todas as mulheres que têm esse amor no coração!

Meus amores

Na descoberta da gravidez. No nascimento. No recebimento de uma ligação da Vara da Infância. Na primeira visita, no Abrigo. Um sorriso. As primeiras palavras. Os primeiros passos. A espontaneidade das respostas. O reconhecimento diante dos colegas e mães da escola: “Eu tiro o chapéu pra minha mãe porque ela briga comigos nas horas certas!”.  Acordar com o carinho do filho ou acordar o filho com um carinho. Ensinar aos filhos e aprender muito mais com eles. Receber uma carta pelos Correios com uma linda e divertida declaração de amor do filho ou ganhar um porta-retrato feito pelo filho numa lição da escola.

Isso é ser mãe! Ser mãe é o cotidiano, é ser cúmplice, é ser amiga, é ser conselheira, é ser eterna ainda que seja no coração do filho. Porque ser mãe está nos pequenos (ou grandes) detalhes. Feliz Dia das Mães!

 

Quando nasce uma criança, nasce uma mãe, diz o ditado popular. Mas arrisco um pouquinho. Acho que quando nasce uma criança, nasce também uma nova (mãe) filha. Afinal, poucas coisas são capazes de impactar mais na vida de uma mulher e na sua relação com a mãe do que a maternidade.

É o momento em que a gente passa da condição de filha, de ser só receptora, de quem espera e pede, à posição de companheira, cúmplice, e passa a perceber de outra forma as limitações e necessidades daquele ser tão enigmático a quem chamamos de mãe. Não que eu peça pouco à minha mãe. Acho que peço até mais. Mas é um pedir diferente. É um reconhecimento.

Logo, a nova mãe-avó também muda de posição: seu papel agora é de orientar e curtir sem tanta cobrança. Ainda estou para conhecer alguém, que com o bebê aos prantos na primeira doença, nunca pediu sequer um conselho, um pitaquinho, à sua mãe ou sogra. Ou se não precisou pedir, estou certa de que recebeu mesmo assim. E guardou algo no coração.

Tornar-me mãe mudou minha forma de vê-la. Passamos ao mesmo barco. Afinal, se esperarmos de nossas mães a perfeição, teremos que buscá-la para nós. E a aí a gente descobre que perfeito ninguém é, mas a beleza está mesmo é na humanidade.

Tenho sorte de ter uma mãe tão maravilhosa. Prática, sem frescuras, simples nos gestos e atitudes. Batalhadora. Faz um draminha de vez em quando, mas quem não faz? Não há ninguém nesse mundo a quem eu possa confiar melhor os cuidados com minha filha. E comigo!

Hoje, então, o dia é propício a dizer: MUITO OBRIGADA, mamãe! Te amo demais

 

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Minha mãe e eu quando tinha (quase) a idade de Juju.

Aproveitando a proximidade com o dia das mães e inspirada pela matéria publicada no site da Revista TPM, confesso: a minha mãe era uma criminosa. Mas calma gente, não me – nem a – interpretem mal. Sou do tempo em que passar a tarde solta na rua não era coisa de louco, andar sem cinto de segurança não era infração de trânsito e o politicamente correto não imperava – quase um paraíso!

Me encontrei em vários depoimentos dados pelas meninas que trabalham na revista. Muita coisa eu não lembro (não tenho memória de elefante também né!), mas sei de muita coisa pelo que minha mãe me conta.  Por exemplo, eu dormia em festas e embaixo de mesas de bares, fazia poses com os tais cigarros de chocolate e simplesmente a-ma-va “fazer a diva” no teto solar de um fusca amarelo que meus pais tinham.

Pistoleiras do amor!Hoje eu amo muito a minha mãe – talvez até mais que antes – e nos damos superbem – melhor que na adolescência (rs). Como filha me espelho nela para ser sempre uma pessoa melhor e como mãe, vejo que ficar encucada com coisa pouca é bobagem.

Quem sai ganhando? Ícaro que é um menino que brinca na lama, anda descalço e dorme sem escovar os dentes quando o sono é mais forte. Toma banho de chuva e quando gripa não vai correndo para o hospital, afinal descanso e muito líquido são os melhores remédios para a doença.

Bem, espero que todas (e todos) tenham todas um ótimo dia das mães!

- A matéria já foi linkada lá em cima, mas lá vai novamente: Nossas mães eram todas criminosas

* ATUALIZAÇÃO: Falo aqui da minha mãe, mas a minha sogra, que assim como a minha mãe contou com a ajuda dos pais na criação do meu marido, faz parte desse bando de mães criminosas, tipo pistoleiras do amor! A homenagem se estende à ela. Feliz dia Denise! 

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