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Mateus, com 13 anos, e Julia, com 7, estão em fases bem diferentes na escola. Enquanto a preocupação principal de um é a prova de História, a da outra é a aula de piscina. O fato é que acompanhar a rotina dos filhos na escola, incluindo aí datas de provas, atividades de casa, aulas extras, etc – demanda um bocado de tempo.

Tempo não é uma coisa que me sobra muito. E de quebra eu não sou daquelas mães ligadíssimas na agenda dos filhos. Um defeito, confesso.

Enfim, o whatsapp tem me ajudado muito neste sentido. Faço parte do grupo das mães/pais do 8º ano e do grupo de mães/pais do 2º ano. Uma bênção!! Depois dos grupos ficou muito mais difícil eu esquecer a data de um passeio extraclasse ou de uma aula de piscina, e muito mais fácil mandar o Mateus estudar antes das provas – já que alguém sempre coloca a data nos grupos.

No meu caso, os grupos não são oficiais, ou seja, não são feitos pela escola. Os próprios pais criaram e administram os grupos. Mas ele já foi usado para recados oficiais do colégio. Como no dia em que uma árvore caiu na escola, a energia foi cortada e as aulas foram suspensas. A pedido da escola, uma mãe colocou a informação no grupo para que fôssemos buscar as crianças antes do horário do término das aulas.

Neste dia também o grupo me mostrou que pode ser um poço de solidariedade. Meu marido estava viajando com Mateus e eu estava sozinha em Natal com Juju. Chovia muito em Natal e eu estava cheia de matérias pra fazer: ruas alagadas, trânsito congestionado, cratera que se abriu, enfim… eu não tinha como sair do trabalho e buscar Juju. Uma mãe então, vendo minha aflição, se ofereceu para levar Juju pra casa dela. Além de me salvar, ainda proporcionou uma tarde super agradável pra Juju com as amigas.

Enfim, eu recomendo grupos de whatsapp com mães/pais de colegas dos seus filhos por – pelo menos – esses cinco motivos:

1. Você vai saber a data de todas as provas – independente do seu filho falar ou não que o calendário foi divulgado.

2. Você nunca mais vai esquecer a data de uma reunião na escola.

3. Quando você tiver uma urgência e não puder buscar os pequenos na escola terá ao menos 20 mães/pais ao alcance das mãos para pedir ajuda.

4. Alguém sempre vai te avisar que amanhã é o dia da piscina e tem que mandar roupa de banho.

5. Seu filho nunca mais vai ficar de fora da aula de culinária porque você não mandou o leite condensado.

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kid's sunday

 

 

 

 

 

 

 

 

Fazer uma programação diferente com as crianças é sempre um desafio. E como eles reclamam quando os finais de semana viram rotina! Pensando nisso, o Fest Joy Buffet apostou no Kid´s Sunday, uma alternativa de entretenimento sempre ao último domingo do mês. A primeira edição, em junho passado, foi um sucesso. O evento se repete neste domingo, 26 de julho, com o tema “Frozen Fever”.

O evento apresenta uma proposta educativa aliada à programação de lazer das crianças, que terão acesso à estrutura física de brinquedos do buffet, além de oficinas de gastronomia (cupcakes, cookies e pizzas), atividades voltadas para o exercício do corpo, como arvorismo, brincadeiras de roda, gincanas, futebol, boliche e aulão de zumba para pais e filhos, salão de beleza infantil, apresentações musicais e uma sessão exclusiva do pocket show do musical “Frozen Fever”, encenado pela Cia. Era uma Vez. A decoração do local e o cardápio assinado por nutricionistas também serão destaque.

O Kid´s Sunday acontece no dia 26 de julho, das 16h às 19h, no Fest Joy Buffet. Para participar do evento, basta adquirir o ingresso antecipado na loja Lelê Kids & Teens do Praia Shopping. O valor é de R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira), e inclui todos os serviços oferecidos pelo Buffet, inclusive a alimentação.

 

Kid’s Sunday

Dia: 26 de julho (domingo)

Hora: 16h às 19h

Quanto: R$ 20 (meia)/ R$ 40 (inteira).  À venda na Lelê Kids & Teens do Praia Shopping

Onde: Fest Joy Buffet, Rua Abraham Tahim, 1583, Capim Macio

criança fazendo birra

Outro dia, numa conversa com Mateus, me ocorreu o quanto a nossa sociedade tem se transformado numa legião de pessoas que agem movidas pela recompensa. “E o que é que eu ganho com isso?”. Falávamos sobre alguma tarefa do cotidiano que ele precisava fazer e Mateus perguntou se ganharia algo em troca.

 

– Não, meu filho, você não vai ganhar nada em troca. Porque você tem obrigação de fazer. Pelo contrário, se você não fizer, você perde direitos.

 

– Mas, mãe, isso não é justo. Se eu faço uma coisa que você me pede, eu mereço ganhar alguma coisa.

 

Expliquei novamente. Citei exemplos e ele entendeu.

 

Sei que muitas mães e pais se questionam o tempo inteiro sobre suas posturas, sobre o modo como conduzem a educação dos seus filhos. Por isso, recorri à ajuda de uma profissional massa aqui de Natal, a psicóloga Débora Sampaio. Opinião sobre recompensa e perda de direitos e algumas dicas, você confere abaixo.

 

 

 

Entrevista:

Débora Sampaio, psicóloga

 

ECM – Qual sua opinião sobre as duas posturas? É a favor ou contra? Por que?

Débora Sampaio – Educar não é nada fácil, é preciso inicialmente compreender que cada família tem suas regras, seus valores e sua forma de dar limites. Além de que cada criança e situação são únicas. Mas de uma maneira geral, penso ser inadequada a postura da compensação/premiação, tendo em vista que ao buscar na recompensa uma forma de motivação para que a criança cumpra com seus deveres, corremos o risco de criar a ideia de que para qualquer tarefa realizada haverá sempre a correspondente remuneração. De modo que se perde o respeito às orientações dos pais, a possibilidade do favor espontâneo, a solidariedade, uma vez que para tudo que a criança passa a fazer de bom, começa a esperar a recompensa. Já em relação a perda de direitos, acredito que é mais eficaz do que bater, xingar, humilhar, agredir.

 

ECM – Como?

Débora Sampaio – A criança precisa em algumas situações perder algo concreto para entender que fez algo inadequado. Dependendo da idade da criança, esta não consegue abstrair, “refletir sobre o que fez”, pois ainda não está pronta cognitivamente para isso. Dessa forma, perder o direito de algo que gosta, faz com que perceba o que fez de errado. Mas é preciso que além de retirar o direito, os pais expliquem de uma forma clara o porquê está perdendo aquele direito. Mais importante que a ação é a conversa.

 

ECM – Quais são os erros mais comuns cometidos pelos pais nesse quesito? 

Débora Sampaio – É muito comum os pais barganharem com as crianças em situações de cumprimento de deveres, como por exemplo fazer a lição de casa, tomar banho ou escovar os dentes. Os pais precisam persistir em tentar fazer com que a criança compreenda que são atividades que fazem parte de seu desenvolvimento saudável, fazendo o bem para si próprio e que não estão fazendo um favor para os pais. É claro que orientar e explicar é bem mais cansativo e desgastante, entretanto com o tempo as recompensas iniciais vão perdendo o seu poder motivador e serão “exigidas” outras e a criança não aprende o autocuidado.
ECM – Por fim, que sugestões/dicas você daria aos pais na hora de estabelecer limites para seus filhos.

Débora Sampaio – Antes de tudo, é essencial que os limites sejam bem claros. Os pais devem sempre explicar e esclarecer inúmeras vezes. É preciso que estejam seguros e firmes (não agressivos) para que possam dar o limite de forma simples e clara. A fala deve ser dada com autoridade e amor. Na hora de colocar os limites, é importante que seja mantida a regra até o fim. As regras são organizadoras e estruturantes para a vida cotidiana da criança e para o seu desenvolvimento emocional. O exemplo é fundamental ao longo dessa construção. A criança aprende a ter limite a partir do respeito e da certeza de que tem alguém mais capacitado, que cuide dela, ela precisa se sentir segura e confiante naquilo que o adulto está lhe dizendo. A falta de regras e limite deixa a criança insegura e com dificuldade de lidar com a frustração.

 

Quando se é mãe ou pai, é preciso estar preparado para tudo e a qualquer hora. Até para uma mini-aula de regime político depois de um almoço de domingo. Olha como foi: 15h, eu, Ícaro e o pai dentro do carro indo para o shopping.

 

Eu: Vamos passar lá em Fabão antes do shopping? É caminho e eu queria conhecer o novo studio.

Wil: Não sei se estou a fim…

Ícaro: Eu também quero! Dois a um! Ganhamos! Então vamos lá!

(O carro segue para o studio e ele comemora a vitória com dancinhas)

Eu: Muito bem Ícaro, isso é democracia. A maioria escolheu visitar Fabão. Papai perdeu e vai ter que entender. Igual ao resultado das eleições. Quem perdeu precisa aceitar e esperar outra oportunidade para escolher.

(E ele segue comemorando a vitória com dancinhas)

Ícaro: Então, para comemorar a vitória, depois que a gente sair de lá, vamos passar no Mc Donalds e comprar todos os bonecos dos Minions para mim?!

Eu e Wil: Não!

Ícaro: Mas eu quero…

Eu: A maioria, eu e seu pai, decidiu por não comprar todos. Dois a um. É a democracia. Você vai ter que aceitar filho.

Ícaro: Essa democracia é muito chata.

 

E assim fizemos os dois passeios e ele ainda voltou para casa com dois bonecos. Apresentou um projeto com boa argumentação e conseguiu um pouco do que queria. Ah, a coleção está crescendo aos poucos.

 

Mateus, Antônio e Ícaro

Mateus, meu filho do meio, 7 anos, é o mais dramático de todos. Já pode ser contratado pela Globo. Kkkk! O sofrimento é sempre intenso. A alegria também. Depois de alguns meses sem encontrar o amigo preferido, Ícaro, filho de Gabriela Freire, fomos juntos ao cinema assistir os Minions. Ao saber que iria rever o amigo, muito eufórico, não perdeu a oportunidade.

– Até que enfim! Mãe, faz o quê, uns 20 ou 30 anos que não vejo Ícaro?!

Kkkkk

Na volta pra casa, ele emendou.

– Mãe, adorei ver o filme com meu melhor amigo e meu melhor irmão.

Antônio, 4 anos, meu caçula, estava também. E também adorou o encontro.

Adendo

Mateus é tão ligado a Ícaro que, em 2013, viajamos todos e Antônio ficou em casa. Gabi levou Antônio para passar uma tarde brincando com Ícaro. Quando Mateus soube ficou arrasado.

– Devia ter ficado em casa e não ter viajado, assim eu tinha passado a tarde na casa de Ícaro igual a Antônio.

Kkkkk

Guento não.

A Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva celebra 20 anos de atuação em Natal se dedicando ao acolhimento de crianças e adolescentes em tratamento vindas do interior do Rio Grande do Norte e até de outros estados. Ao longo desse tempo, a instituição fundada com o apoio da família de Rilder Campos, seu diretor, tornou-se referência nacional pela qualidade da prestação dos serviços – basta passar a vista pela lista de empresas parceiras – e atuação no sentido de ajudar pacientes e familiares a atravessarem o difícil e dolorido tratamento da melhor forma possível.

A Casa se mantém graças à contribuição mensal de cerca de 20 mil pessoas. Reflexo da credibilidade e transparência de suas ações.

Atualmente, a Casa atende mais de 600 pacientes, oferecendo todas as refeições diárias, cerca de 2.400 refeições mensais, transporte para a realização do tratamento e exames, auxílio na compra de medicamentos, aquisição de próteses, visitas hospitalares, passeios, dentre outras atividades.

A Casa Durval Paiva possui uma equipe multidisciplinar que conta com assistentes sociais, psicólogas, dentista, fisioterapeuta, nutricionista, médica, enfermeira, farmacêutica, pedagogas, instrutor de informática, arte educador, funcionários e voluntários dedicados à causa.

Inerentes ao estado de saúde dessas pessoas, bem como à convivência com os problemas das famílias por ele ocasionados, a Casa Durval Paiva, em busca de melhor assistência, criou projetos com propostas de humanização e inclusão social aos atendidos. Tendo, em duas décadas, por exemplo, construído 80 casas e possibilitado a reforma ou ampliação de 120 lares.

Diagnóstico precoce

Uma das principais bandeiras levantadas pela Casa Durval Paiva é conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantil. Campanhas publicitárias, cartilhas, capacitações e sensibilização do poder público estão entre as atividades desenvolvidas.

Conheça!

Para saber mais sobre a Casa, ter acesso a informações sobre o diagnóstico precoce e contribuir com a instituição acesse o site.

As imagens que ele selecionou têm uma coisa em comum: todos estão felizes.

Imagens selecionadas têm a felicidade em comum.

Quer saber como? Então leia esse texto curtinho.

Eis que no meio dessa discussão besta em torno do comercial de O Boticário, Ícaro recebe uma tarefa que pede para pesquisar em revistas imagens de famílias convivendo harmonicamente. A atividade trata da importância desse tipo de comportamento. Longe de qualquer polêmica envolvendo sexualidade. É um tema que a escola vem abordando já há algum tempo.

Eis que ele resolve recortar e colar a imagem de dois homens pedalando.

Eu: E essa imagem Ícaro?
Ele: Porque é uma família ué!

A felicidade é o ponto comum em todas as imagens que ele escolheu. Dai eu me pergunto, como uma criança de SEIS  anos de idade consegue compreender o que é uma família e um grupo de marmanjos fundamentalistas não consegue? Só posso concluir que falta amor nos corações dessas pessoas. Moral da história: ensine, pratique, compartilhe o amor com seus filhos e ele fará isso com o próximo.

Polêmica

O estopim para essa discussão que se traveste de “preocupação com os valores da tradicional família brasileira” foi a campanha de O Boticário para o Dia dos Namorados. Acho difícil, mas se ainda não viu, veja.

 

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